Quando chegar a hora de se aposentar, você terá que analisar muitas coisas sob um novo ponto de vista.

Dentre elas, algumas escolhas interessantes podem surgir quando você perguntar para sua casa: “Como você pode me ajudar a manter meu estilo de vida com tranquilidade e segurança?”

6 Estratégias Para Fazer da Sua Casa um Aliado na Aposentadoria

Bom, a grande questão é saber qual opção faz mais sentido para você, pois uma das grandes características dos imóveis é que eles são instrumentos financeiros muito versáteis.

Eu mesmo, há pouco mais de um ano, radicalizei meu imóvel quando resolvi demolir completamente minha antiga casa para construir uma nova casa adaptada às necessidades atuais da minha esposa e dos meus filhos.

Até agora, estamos muito felizes!

Foi pensando nessa versatilidade, que pesquisei algumas maneiras para quem pretende colocar sua casa para, de alguma forma, gerar um fluxo de renda suficiente para financiar seus anos dourados.

Sabemos que, dentro do ciclo de vida de cada pessoa, o normal é que ela consiga ampliar sua remuneração conforme progride na escalada profissional.

Consequentemente, com o aumento de renda é inevitável que haja um acúmulo maior de patrimônio, sendo os imóveis os grandes pesos-pesados do seu porte econômico.

Vejamos então os prós e os contras de utilizar seu imóvel para viver uma vida melhor na desejada hora da aposentadoria.

# Reduza o tamanho da sua casa atual


Se você já é dona da sua própria casa ou ainda está pagando a hipoteca, uma ótima maneira de obter renda da sua casa é fazer o seguinte: vendê-la e, em seguida, compra uma casa de menor tamanho.

Essa redução significará coisas diferentes para pessoas diferentes, mas de qualquer forma, uma propriedade mais barato vai aumentar imediatamente o seu fluxo de caixa.

Por exemplo, digamos que você venda sua casa por RS500.000 e compre uma nova pela metade disso (R$250.000).

Só essa jogada acrescenta R$250.000 que você não tinha antes! E mesmo que venha a financiar sua casa, você provavelmente pagará uma hipoteca bem menor.

Custos ladeira abaixo

De qualquer forma, a transição para uma casa menor o fará economizar uma baita grana nestas despesas:

  • Custos imobiliários.

  • Impostos.

  • Seguros.

  • Custo de móveis.

  • Outras comissões.

Lembre-se que todos os custos acima serão bem menores…

Entretanto, faça muito bem as contas para se certificar de que o que você ganhará excederá o que você está abrindo mão.

Caso não se sinta seguro, consulte o seu planejador financeiro que tornará muito mais fácil todos os cálculos envolvidos, principalmente, quanto ao custo de oportunidade.

# Pague a hipoteca “antes” de chegar a aposentadoria


Não preciso lembrar que os seus custos de vida se tornarão uma parte significativa das suas despesas na aposentadoria.

Logo, se uma grande parte do seu orçamento, ao longo da vida, será destinada ao pagamento da hipoteca todo santo mês, porque não começar seu longo caminho rumo à aposentadoria sem o peso de uma hipoteca.

O grande benefício, será o aumento do seu fluxo de caixa e, de sobra, uma dor de cabeça a menos para se preocupar.

E mesmo que a sua renda diminua, a sua casa já estará paga, restando apenas pagar os impostos e seguros para proteger sua propriedade.

Algumas pesquisas comprovam que os aposentados que conseguiram pagar suas grandes dívidas (incluindo a casa), aumentaram seu nível de satisfação com as suas vidas.

# Alugue uma parte da sua casa


Sabemos que muitos aposentados não podem ou não querem vender sua casa, o que é muito compreensível.

Todavia, se existe um espaço extra, principalmente após a partida dos filhos, pode-se obter uma grana extra ao alugar um cômodo, depósito e garagem.

Até mesmo reformar a casa para adaptá-la para acomodar um casal poderia valer a pena se isso pode ser feito de forma relativamente barata e o retorno venha em prazo razoável.

É claro que existem riscos de segurança associados com o aluguel.

Mas se você encontrar o inquilino certo, ele pode aumentar sua renda mensal e, quem sabe, ajudá-lo a “rachar” a conta de algumas contas de serviços públicos, como água e energia elétrica.

# Obtenha capital próprio através de hipoteca reversa


A hipoteca reversa não é uma opção para todos, mas é uma maneira dos aposentados conseguirem extrair da sua casa um fluxo de receitas sem a necessidade de vendê-la.

Ideal para pessoas que não querem deixar a sua casa para seus herdeiros, a hipoteca reversa coloca de volta em seu bolso mais capital próprio em um montante fixo ou em parcelas.

Nos Estados Unidos, o acesso a esse tipo de hipoteca é permitido a pessoas com mais de 62 anos, e tem como benefícios potencializar o consumo da população em idade avançada (gera renda a partir de um ativo imobilizado).

Tenha em mente que se você não pode pagar o empréstimo, ficam doentes e estão fora de casa por mais de um ano, ou seus herdeiros não podem pagar a dívida, você pode perder sua casa.

O que é Hipoteca Reversa?

A maioria das pessoas “normais” compra sua casa mediante um financiamento hipotecário.

Assim, ao pegarem dinheiro emprestado de um credor (bancos), fazem pagamentos mensais para pagar o capital e os juros, até o pagamento integral da hipoteca.

Na chamada hipoteca reversa (HR), o negócio funciona de forma diferente. Em vez de fazer pagamentos mensais a um credor, é o credor que faz pagamentos para você, com base em um percentual do valor da sua casa.

Ao longo do pagamento da HR, você mantém o título para a sua casa, que funciona como garantia de que o empréstimo será pago.

Ressalvas

Seria ótimo continuar morando no imóvel e aproveitar o patrimônio no período de desinvestimento.

Porém, apesar da reverse mortgage fazer sucesso nos Estados Unidos e na Austrália, atualmente, esse mecanismo não foi regulamentado em nosso país, precisando ser implantado juridicamente no Brasil

Porém, temos uma alternativa digamos “parecida” que pode salvar a pátria: o refinanciamento.

Conhecido como crédito com imóvel como garantia e home equity, trata-se de um empréstimo com garantia de um bem, podendo ser um imóvel ou um veículo.

Dentre as modalidades de crédito disponíveis no Brasil, o refinanciamento tem se apresentado como uma das formas mais baratas de conseguir obter recursos. Relacionei abaixo algumas características e dúvidas mais comuns:

  • Liberação do crédito: No refinanciamento imobiliário, geralmente é liberado até 50% do valor do imóvel dado como garantia. Porém, na Caixa Econômica já existe uma linha de crédito que pode chegar a 60% do valor de avaliação do imóvel, não havendo limite máximo de valor para o empréstimo, ou do valor de imóvel.

  • Burocracia: não espera que o processo de liberação do crédito seja menos demorado e burocrático do que para conseguir um empréstimo pessoal.

  • Custos: a lista é um pouco extensa, pois envolve custos como o IOF, seguros, taxas de análise de crédito, taxa de avaliação do imóvel e registro em cartório.

  • Taxas: compare as propostas com base no CET do empréstimo e não apenas em relação à taxa de juros mensal, que varia entre 1% e 1,5% + IGMP ou TR.

  • Situação jurídica: somente após a avaliação legal do imóvel que ficará em garantia é que o contrato poderá ser assinado, devendo ser registrado em cartório que a propriedade está alienada em nome do banco.

  • Parcelamento: o empréstimo pode ser parcelado em até 30 anos (dependendo do banco) e você ainda pode solicitar uma carência de 90 dias.

# Transforme sua casa residencial em um ponto comercial


É cada vez mais comum ver proprietários de imóveis residenciais adaptando-os ao comércio, seja pela falta de oferta de terrenos ou devido à migração das famílias urbanas da casa para os apartamentos.

Portanto, caso a sua casa se localize em uma região bem localizada ou próxima a avenidas comerciais, adaptar sua casa para transformá-la em uma loja, clínica ou escritório, é uma decisão que pode gerar uma ótima receita recorrente.

É claro que você não poderá fazer isso sem investir numa boa reforma para adaptar a casa para o comércio, além de tomar os seguintes cuidados:

Em primeiro lugar, consulte o plano diretor de sua cidade para verificar se é permitida a utilização do seu imóvel para a atividade comercial pretendida.

Segundo, você deve providenciar um projeto de adaptação do imóvel, considerando a mudança de ocupação.

Procurar um arquiteto de confiança é um investimento que vale a pena, pois ele o ajudará na hora de checar quais mudanças são necessárias.

Lembre-se que, após a conclusão da obra, o IPTU cobrado pela prefeitura será mais caro, por causa da finalidade comercial.

# Tornar-se um dos inquilinos


Se você é o proprietário do seu próprio imóvel, saiba que vender sua casa e ir morar de aluguel poderá liberar o dinheiro que estava “imobilizado”.

Apesar de parecer que você está se desfazendo de um grande patrimônio, o fato é que você também não precisa se preocupar em saber de onde dinheiro está vindo, desde que ele consiga cobrir todas as suas contas mensais.

Os benefícios são atraentes

Sem mencionar que em um aluguel, você geralmente não precisa fazer muitas coisas que um proprietário deve fazer para manter a casa, como cortar a grama, reparar as fiações etc, o que custa muito dinheiro.

Se você escolher um bairro onde você pode facilmente se locomover, você também pode se livrar do carro e dos custos associados a isso.

É uma grande decisão que tende a ser bem-sucedida quanto mais estive alinhada aos seus valores e ao que você entende por qualidade de vida.

Quadro-resumo

Resolvi criar uma tabela simples para conseguirmos visualizar os prós e contra de cada alternativa com base em dois fatores: a necessidade de você ter que sair da casa ou não e quanto será preciso desembolsar para colocar em ação cada estratégia:

ESTRATÉGIAS

Sair ou não da casa?

Desembolso?

1

 Reduzir o tamanho da sua casa atual

Não

Pouco

2

 Pagar a hipoteca antes de chegar sua aposentadoria

Não

Muito

3

 Alugar uma parte da sua casa

Não

Pouco

4

 Obter capital própria através de refinanciamento

Não

Nenhum

5

 Transformar sua casa residencial em um ponto comercial

Sim

Muito

6

Tornar-se um dos inquilinos

Sim

Nenhum

Conclusão


Muitos brasileiros não se dão conta de que a sua casa pode muito bem ser a principal fonte de dinheiro durante seus anos de aposentadoria.

É claro que o ideal é que todos conseguissem economizar dinheiro suficiente para viver a aposentadoria dos seus sonhos.

Todavia, é quando se aposenta que, geralmente, o fluxo de renda diminui, o que acarreta numa situação indesejada: de um lado, um ativo patrimonial acumulado, com uma situação de baixa renda para as despesas diárias.

Infelizmente, milhões de pessoas apenas se darão conta de que faltou uma estratégia de planejamento financeiro que conseguisse manter um padrão satisfatório quando em atividade no mercado de trabalho.

Por isso, sendo o proprietário da sua casa, não há como ignorar que surge um leque de opções que podem muito bem serem consideras.

O que vejo, entretanto, é um apego emocional muito grande em tocar no santo graal do patrimônio familiar, mesmo quando ocorre uma redução da renda mensal devido a alguma doença, por exemplo.

Como disse no início, quando se trata de usar ou não sua casa como uma máquina de dinheiro, cabe a cada pessoa analisar o que faz sentido diante de sua situação financeira e suas prioridades pessoais, haja vista que sempre existem riscos que devem ser muito bem estudados.

Recapitulemos as opções: vender a casa, reduzir o tamanho, alugá-la, tornar-se um locador, contratar um refinanciamento, transformar o imóvel residencial em comercial, são algumas das melhores formas de implementar essa estratégia próximo à aposentadoria.

PERGUNTA AO LEITOR:

“Você acredita que essas estratégias podem dar um upgrade na sua aposentadoria? Qual delas você achou mais interessante?”

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Qualquer dúvida, deixe seu comentário abaixo!

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